Nayara Andrade se destacou como fotógrafa revelação com ensaios familiares

Fotógrafa disputou com 49 profissionais em categoria de ensaios familiares (Foto: Arquivo pessoal)

Por trás das lentes, uma fotógrafa vicentina vem se destacando por registrar momentos familiares na Baixada Santista. Por seu trabalho, Nayara Andrade, de 30 anos, ganhou o “Oscar” da fotografia em categoria que envolve ensaios documentais de famílias. Entretanto, ela precisou passar por diversos desafios antes de consolidar carreira na região: “me chamaram de fotógrafa de pobre”, desabafa.

Em entrevista para A Tribuna On-line, a profissional explica que participou da premiação da Golden Lens Awards, em Balneário Camboriú, Santa Catarina, em quatro categorias: ‘Fotógrafa do Ano de Casamentos’, ‘Melhor Álbum de Família’, ‘Fotógrafa Mais Premiada de Família’ e ‘Fotógrafa Revelação de Família’, vencendo esta última.

Ela competiu com 49 profissionais e comenta que não esperava trazer a premiação ao litoral paulista. “Confesso que quando me anunciaram, fiquei anestesiada. Muita gente veio falar comigo e eu estava sem reação. Para ter noção, nem lembro do meu discurso”, brinca.

Nayara revela que começou a atuar com fotografia familiar há menos de um ano, após se encantar com o trabalho de uma profissional da área. Os ensaios acontecem fora dos estúdios, na casa das famílias, tudo para manter a essência dos modelos nas fotografias.

A fotógrafa já era conhecida pelos ensaios de casamento criativos. Ela foi responsável por registrar uma cerimônia na qual a noiva chegou à igreja de caminhão, e até mesmo uma sessão de fotos de noivos com um caminhão do Corpo de Bombeiros.  A procura é tão grande que a agenda segue lotada até 2021.

Ensaios são realizados dentro da casa dos familiares para captura da essência dos fotografados (Foto: Divulgação/Nayara Andrade)

Trajetória

A Vicentina começou a fotografar aos 20 anos e nunca mais parou. Há seis anos, se dedica exclusivamente a registrar noivos e outros casais.

Jovem e moradora da periferia, ela conta que encontrou muitas dificuldades para se firmar na área, em meio aos grandes profissionais da região. Sem muitos recursos técnicos, era chamada de “fotógrafa de pobre”, e ouvia homens afirmarem que “mulher não tem espaço no mundo da foto”.

Entretanto, o preconceito enfrentado foi transformado em motivação. “Quando eu subi naquele palco, e vi os maiores profissionais do país me aplaudindo e gritando meu nome, fiquei muito emocionada. Lembrei de quando um profissional da região falou que eu iria morrer de fome porque minhas fotos eram ruins. Ou quando outro profissional famoso riu do meu equipamento porque era mais simples. Não me esquecerei destas reviravoltas”, celebra.

Vicentina foi indicada a categorias de ensaios documentais com famílias (Foto: Divulgação/Nayara Andrade)